Mudança de endereço

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A partir de hoje, às 14 horas, estarei mudando meu blog para o endereço  http://forcaazurra.wordpress.com.

Como caimos para a série B, a verba que a direção avaiana me dava para eu escrever aqui acabou e tenho que fazer minhas devidas alterações, segundo já declararam alguns abobados.

Fiz esta alteração, também, uma vez que a base de dados no Wordpress é mas ampla, possibilita aprimoramentos, é uma ferramenta de controle e me auxilia numa coisa legal: saber quem me escreve. É bom a gente ter esse contato mais próximo com o leitor, saber seu IP, seu e-mail, é um negócio muito interessante. Quem sabe ajudar até os anônimos a se revelarem. Não é bacana?

Vou também criar uma coluna, que pode ser semanal ou diária, dependendo da situação, que se chamará Voz dos Aloprados. Nesse espaço vou revelar essa identificação, ou seja, e-mail e IP, e postar os singelos comentários daqueles que adoram insultar, xingar, azucrinar, tirar sarro, levantar insinuações, ou daqueles que fazem parte de uma torcida de São José e que quiserem dar o ar de sua graça por aqui, me peitando.

Eu sou assim, mudo mas não corro.

Dossiê Avaí - as presumíveis razões de nossa queda (8)

Após uma semana expondo algumas razões que achei pertinentes, que contribuiram direta ou indiretamente para nossa queda, junto tudo, encerro e aponto como um dos principais responsáveis pela nosa queda o Conselho Deliberativo do Avaí Futebol Clube, por omissão. Antes que algum desavisado ache que estou mudando o foco, afirmo que cabe ao presidente Zunino, sim, a fatia maior de toda essa situação pela qual passamos. Isso é inegável, uma vez que ele detém a responsabilidade do cargo.

Não sejamos levianos e infantis a ponto de achar que o apontamento de diversas coisas inocente o mandatário máximo do clube. Não, a responsabilidade dele é evidente. Eu, como o apoiei diversas vezes, assumindo uma conduta que foi de encontro a muitos donos da verdade, estou muito tranquilo agora para adotar essa postura. Se tem algo que eu não me movo é por interesses e se tem uma coisa que não sofro é de omissão.

Dessa forma, apontei as suas devidas responsabilidades em cada página desse lamento que resolvi denominar de dossiê ao longo da semana. Porém, o Conselho Deliberativo poderia se antecipar a muita coisa e intervir, como lhe é assegurado pelas normas vigentes, ao perceber que as coisas iam tomando o rumo que tomaram. Não o fez.

Que não se esperasse alguma atitude dos torcedores. De alguma torcida organizada. Nem dos blogueiros e das redes sociais. Tampouco de algum ou outro jogador, de qualquer diretor que se ache mais avaiano, sei lá. Dos sócios ou de alguma assembléia geral. De alguém mais inconformado. Não, ninguém mais teria competência para isso a não ser o Conselho Deliberativo do Avaí. E não se sabe se por leniência, má vontade ou algum interesse mórbido, obscuros e inconsequente ele não agiu. Calou-se. Omitiu-se.

Conselho Deliberativo, em qualquer entidade, tem um caráter fiscalizador e inquisidor. Ele define quais ações da Diretoria Executiva são interessantes e quais as que darão uma ré estrondosa. E delibera, ou seja, de acordo com o Estatuto em voga na entidade, dá as cartas e aprova ou não o que lhe cair às mãos. Ele é quem determina quais são as linhas de ação a serem conduzidas pela administração.

Segundo o Novo Código Civil (Lei nº 10.406 de 10 de janeiro de 2002, já alterada pela Lei nº 11.127 de 28 de junho de 2005), o Conselho Deliberativo, em qualquer lugar, é um órgão formado por pessoas com grande conhecimento e experiência na área de atuação da associação. Elas geralmente trazem boas ideias de como conduzir suas atividades. A existência ou não do Conselho Deliberativo é facultativa. Porém, quando existe, é para fazer jus às suas prerrogativas.

Em clubes de futebol, os conselheiros possuem ainda um papel preponderante, qual seja ser a voz dos sócios e principalmente da torcida. Por isso, um Conselho tem que ser participativo e atuante. Deve estar antenado com o andamento das competições nas quais o time participa e com que medidas administrativas a direção manterá as campanhas e o desempenho. Ele existe para isso. Não pode ser preguiçoso. Não pode nadar nas benfeitorias de alguns diretores executivos. Tem que ser isento o suficiente para apontar, agir e deliberar sobre esses assuntos.

O Conselho Deliberativo de um clube de futebol tem que dar a cara a tapa e não ser mero conjunto de vaquinhas de presépio. Quando a barca estiver afundando, ele deve se fazer presente. Nunca ficará à margem, pois como já afirmei diversas vezes, quando se ganha, ganham todos, quando se perde, perdem todos, diretoria, conselho, torcedores e jogadores.

Era preciso deliberar sobre as mensalidades, as relações da ex-parceria e o contrato inflacionado de jogadores, a presença de Gabriel Zunino no Avaí, as inserções do marketing e as disponibilidades dos produtos licenciados, as supostas dívidas do Avaí com o presidente, o atraso de salários, o vazamento de informações e o planejamento para 2012. Se os itens passavam ou não pelas prerrogativas do Conselho, ao menos que se prestasse algum esclarecimento à torcida. Quanto mais as fumaças têm cheiro, mais impregnados ficam nossos narizes.

Para encerrar, quero dizer que no ano de 2012 muita coisa deverá ser revista. Mas que não se deixe para janeiro as iniciativas que precisamos para resgatar nossa dignidade. Deverá ser agora, deveria ser para ontem. Não importa quem esteja à frente do Avaí, até porque nomes são meras formalidades, desde que se tenha postura e atitude de dirigente de futebol. As vaidades e interesses pessoais tem a obrigação de serem expurgadas da Ressacada. Está em jogo a história e a tradição de um dos clubes mais tradicionais de SC e que poderia, se não fossem feitos tantos erros grosseiros, um dos grandes do futebol nacional. Vamos começar do começo, com o pé direito. Esse é o meu apelo.

A proposta, a ação e a causa

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Está rolando pelas redes sociais a proposta do meu amigo André Tarnowsky de Convocação Extra Oficial de sócios para participarem da reunião histórica, no dia 28 de novembro, do Conselho Deliberativo do Avaí. Bom, vindo do André evidentemente que vou apoiar, afinal, ele tem respaldo suficiente para isso. É uma das poucas pessoas, dispostas por aí na rede, que luta pelo Avaí sem interesses. Estou convocado, portanto.

E muita gente está nessa, com toda a certeza. Muitos avaianos vão apoiar, todos estamos doloridos com a queda, a imensa torcida avaiana precisa de respostas, precisa que as coisas se resolvam e nada melhor do que um movimento desses. Pacífico, ordeiro, democrático e com respaldo. Mais uma vez parabenizo o meu amigo pela iniciativa, assim como o Imperador Adriano que motivou a elaboração do texto.

O que eu acho curioso é que, de repente, surgiu uma suscia de papagaios de pirata. Sabem aquela cena de reportagem na TV, quando o jornalista está entrevistando alguém e uns três ou quatro manés aparecem acenando para a câmera?

Há pouco mais de um mês fizemos uma convocação para que todos apoiassem o Avaí, para que não caíssemos para a série B. Mesmo que as bobagens da diretoria fossem evidentes, pedíamos apoio intenso e maciço. Eu, Kaká de Paula, o próprio André e uns poucos, na ocasião, fomos insultados, para dizer o mínimo. Fazíamos parte daquele grupo que queria tapar o sol com a peneira, que não queria mostrar os problemas, que era cooptado pela direção para não mostrar os erros e absurdos. Fomos mandados, no mínimo, para o fundo do inferno. Lembram disso? Eu lembro. Tive que ler e ouvir poucas e boas.

Agora, todos estão unidos por uma causa nobre. Bacana isso. Eu vou a essa manifestação. Vou porque é para o bem do Avaí. Não vou por interesses, para parecer bonzinho, para pedir uma boquinha. Não. Minha consciência está limpa e tranquila.

Naquele momento em que fomos escarrados por unszinhos, diziam que não se podia provar avainidade de ninguém e quem era contra era bem mais avaiano do que os que apoiavam. Será que, agora, se alguém deixar de ir também não será avaiano? Ai, ai...

Dossiê Avaí - as presumíveis razões de nossa queda (7)

Esta etapa de discussão eu pretendo dedicar à Mídia.

Tocar nesse assunto é um tabu. Dos grandes. Mexe com interesses e devotos. Sei que isso causa rumores de barriga em alguns, dores de cabeça em outros, afinal dependem de uma boa recomendação e um texto bem escrito para conseguir um empreguinho em canais de TV ou rádio. Quem sabe até dentro da Ressacada, como assessor de marketing ou de imprensa, sei lá. O fato é que falar mal da nossa imprensa é tocar em belas e fétidas feridas.

Mas quero deixar claro, de uma vez por todas, que não culpo imprensa ou qualquer organismo midiático pela nossa queda. Ainda que eu admita que uns poucos precisam fazer curso de interpretação de texto e entendo as suas dificuldades em ler, de forma alguma declarei tal coisa em qualquer momento e seria estúpido e leviano apontar isso. O que eu quero é chamar a atenção para a maneira com que os aparelhos de mídia tratam os nossos produtos de informação, é isso o que importa.

Sim, alguém vai dizer que também o pessoal doladelá reclama da imprensa local sobre a sua maneira pouco profissional, amadora mesmo, de noticiar os fatos e acontecimentos, embora eu continue afirmando que há as suas preferências. A propósito, há uma frase dita naquele seriado de TV, Dr. House, que funciona para torcedores de futebol, em geral: "Argumentos racionais, normalmente não funcionam com pessoas religiosas. Caso contrário, não haveria pessoas religiosas". Troque pessoas religiosas para torcedores e fica tudo certo.

A Mídia deve estar ao lado de seu produto de informações. Não quer dizer que seja conduta de puxa-saquismo, de leva-e-trás, de cooptação, mas proporcionar informação sem distorção. Um canal de comunicação deve se prestar à divulgação de uma matéria, sem ser opinativo. E cada vez mais eu faço referências a George Orwell, pois me parece sempre atual. Todos são iguais, mas há alguns mais iguais do que outros.

Mas não vou perder tempo discutindo o indiscutível e debatendo com interesseiros. Procuro é na Ética a razão desse comportamento.

O jornalismo deve ser objetivo, imparcial, com matérias verdadeiras, fundamentadas e precisas. As relações entre as fontes e os jornalistas devem ser limpas e claras, sem comportamento conspiratório. O tempo das raposas felpudas, coelhinhos peludos e dos telefonemas de alcova já devia ter acabado há muito. E os dedo-duros intramuros devem saber que prestam um desserviço à nação avaiana. Todos, tanto os que recebem as fofocas como os fofoqueiros de dentro do clube são zé ruelas, diga-se. É gente por quem não tenho respeito.

As matérias plantadas, com o intuito de criar factóides e balões de ensaio, com referências duvidosas e servindo a interesses de alguns devem ser banidas do mundo midiático. Se queremos uma imprensa livre, devemos também ter liberdade de escolher o que queremos ouvir, ler ou assistir. A liberdade de expressão é a expressão da liberdade, não é a da irresponsabilidade.

A Imprensa deve existir sem matérias opinativas. Ela é o meio entre o assunto e o receptor da informação. É uma definição básica e colegial, mas às vezes parece que alguns se esquecem. Ela tem que informar as condições do produto e não dizer se o produto é bom ou ruim. Abomino, dessa forma, o comportamento da direção avaiana em dar respaldo e ouvidos à mídia da Capital. Fazendo isso rebaixam-se aos medíocres. Empresa de mídia deve ter comportamento digno, de honra, de divulgar o que interessa à coletividade.

É tudo o que não temos na mídia da Capital. Porém, mais uma vez ressalto: o Avaí não caiu por causa disso. Não, de maneira alguma. Mas que se pudessem, eles empurravam com toda a força, ah, isso fariam! E por que eu trouxe isso para o meu tema? Pela razão direta do pessimismo, do negativismo ou da invencionisse. Por trazer matérias e informações ressaltando, opinativamente, o problema e não o assunto.

Se eu abordei o marketing como algo amador e pouco produtivo na Ressacada, e daí se infere que tivemos poucas inserções de mercado por este pouco aproveitamento da marca, também afirmo que uma matéria tendenciosa ou duvidosa em jornais, rádio e TV, vindas com recheio de fofoca, afastam investidores. E isso é feito de caso mandado, orientado, com cartas marcadas? Não tenho a menor dúvida.

Já os Blogs, que também fazem parte do complexo midiático, são um viés informativo e/ou opinativo. Devem existir com Liberdade de Expressão plena, resguardadas as responsabilidades inerentes. Os blogs não são apêndices jornalísticos. E não estão a serviço do clube, mas da consciência coletiva da torcida. Isso não quer dizer que sejam a voz da torcida, mas não há como negar que são expressão ou difusão de opiniões do meio da torcida. Uma massa crítica. Devem ser respeitados, portanto.

Perseguição a blogueiros, por outro lado, quando o emparedamento é por difundir opinião trata-se de um ato fascista, seja quem for o perseguidor. É um dos atos mais vis e pérfidos que existe, situação parecida a qual levou, por exemplo, um determinado país europeu a fazer uma guerra e matar milhões de pessoas por não concordar com o que se dizia, escrevia ou manifestava nas ruas.

Isso teve relação direta ou indireta com a queda do Avaí? Obviamente, mais uma vez, digo que não, mas eu precisava expor isso.

Dossiê Avaí - as presumíveis razões de nossa queda (6)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Quando falei dos preços dos ingressos, quase abri espaço para falar mais efusivamente da presença da torcida no estádio. Mas pensei em dedicar um momento especial à essa massa de insanos e gloriosos torcedores, que merece mais respeito e dedicação da diretoria. Ela é quem leva o time nas costas muitas vezes e a contra-partida, que é o reconhecimento, nem sempre é feita. Somos tidos por muitos como uma torcida de fanáticos. Vamos ao limite, e a razão de existir do Avaí é também a nossa. Todavia, houve quem nos imputasse um preço para isso.

O Avaí é capaz de alterar as coisas da cidade. Muda trânsito, horários de vôos no aeroporto, compõe arranjos na política, enfim, pode-se dizer que Florianópolis tem no Avaí um carinho essencial. Pode-se dizer, também, que é a ilha da moça faceira, da velha rendeira e dos avaianos. Claro que existe na cidade um outro clube, tão importante quanto, mas de cada dez florianopolitanos, oito são capazes de cantar o nosso hino, por exemplo, independente do time para o qual torça. Isso tudo é devido à torcida do Avaí, irrequieta, abusada e apaixonada.

O avaiano comemora, efusivamente, todas as suas conquistas. Como torcedores, nos orgulhamos de todas as vitórias e vendemos caro as derrotas. Por isso é que sentimos com pesar um rebaixamento tão tacanho como o de agora, pois um time normal do Avaí não é assim, tão apático, leve e sem alma. Poderia cair, mas iria cair lutando. E a torcida não deixaria barato.

Agora, o que se vê, é uma pasmaceira de dar dó. Talvez, grande parte desse marasmo tenha sido proporcionado pelas transformações recentes em nosso estádio. A manifestação da torcida está esfriando. Cadê as bandeiras, faixas e cartazes? Papel picado, balões, cadê o varal da Raça? Hoje temos apenas o pessoal do parapeito, que alguns insanos queriam ver acabado. Essas coisas típicas dos avaianos não poderiam ser cortadas. Era nossa identidade, foi assim que nos tornamos conhecidos. Porém, uma espécie de esterilização da torcida foi sendo feita, paulatinamente, a começar pelos preços dos ingressos até a "limpeza" das arquibancadas.

A torcida do Avaí, hoje, tem apenas a voz. É poderosa, potente e importante. Mas carece da fantasia e da graça das arquibancadas decoradas. A tal elitização da torcida e a socialização dos custos está matando a vontade de se torcer pelo Avaí.

A queda nesta temporada teve como ponto principal a falta da manifestação da torcida, chamada às pressas quando já era tarde. E a ascensão só será possível se a torcida estiver junto. Não será de outra forma. Antes de montar um elenco competitivo e uma comissão técnica atuante, é preciso que as decisões pueris de afastamento do torcedor sejam abandonadas. Que fique como um pesadelo mal acabado sonhado por burocratas de ocasião.

Mudanças

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Logo, logo, mudanças no blog.

 
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